Notícias

« Voltar

Avançam as obras do BRT Metropolitano, o maior projeto de mobilidade urbana da última década

11.01.2021

Ampliar o transporte público na Região Metropolitana de Belém (RMB) a partir de um sistema integrado. Essa é a meta do Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), com as obras da Nova BR, iniciadas em 2019. O projeto vai requalificar os primeiros 10.8 quilômetros da rodovia BR-316, do Entroncamento até Marituba, para a implantação do sistema BRT Metropolitano. A nova estrutura viária e de mobilidade urbana também visa melhorar a qualidade de vida de mais de 2,5 milhões de pessoas que moram na Região. “Acredito que com essa obra concluída, andar pela BR vai ficar mais rápido e mais seguro, com as novas calçadas e ciclovias. Hoje, os motoristas não respeitam ninguém. Acho que com o BRT também vai ficar melhor”, diz o estudante Cássio Nicolas, 21 anos, morador do Conjunto Júlia Seffer, em Ananindeua. As obras na BR incluem a recuperação da pavimentação asfáltica, faixa exclusiva para o BRT – que visa diminuir o tempo de viagem de Marituba até São Brás -, implantação de nova arborização, ciclovia, calçada e passarelas.

Mudanças – Segundo o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM, a pandemia alterou o prazo de conclusão para dezembro de 2021. Além dos serviços de engenharia, o NGTM elabora o edital para contratação das concessionárias de linhas de ônibus (troncais e alimentadoras) para o BRT. O processo licitatório e de organização do sistema integrado deverá ser finalizado ao término das obras da Nova BR. Ao longo de 2020, o NGTM trabalhou na efetiva criação da Agência de Transporte Metropolitano (Agtran/PA), com a finalidade de planejar, regular, operar, controlar e fiscalizar os serviços e a infraestrutura física e operacional do Sistema Integrado de Transporte da Região Metropolitana de Belém (SIT/RMB). 

Acompanhamento – A cada mês, relatórios de avanços da obra são enviados à Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) – financiadora de 78% do projeto -, que monitora a execução como requisito contratual, assim como questões de segurança e meio ambiente. Paralelamente, o Governo, por meio do NGTM e da Procuradoria-Geral (PGE), solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA) a realização de auditorias permanentes nas obras e contratos. O conceito de implantação do sistema é o mais adequado para a RMB. “Não existe outra tecnologia mais adequada do que o BRT para essas características de demanda e padrão de renda da nossa população”, garante Paulo Ribeiro, arquiteto e urbanista da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Fonte: Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM)

« Voltar